Baku, a capital do Azerbaijão, recebe a partir do próximo domingo o Campeonato Mundial sênior, principal competição da temporada 2026. O judô gaúcho participará do torneio com seis atletas, todos da Sogipa, que tentarão medalhas para o Brasil.
Ao longo desta semana, a Federação Gaúcha de Judô publica uma matéria com cada um dos judocas do estado que atuarão no torneio. Leonardo Gonçalves é o sexto e último retratado da série. Além dele, os colegas de clube Jéssica Lima, Daniel Cargnin, David Lima, Rafael Macedo e Guilherme Schimidt também lutarão no evento.
O sogipano Leonardo Gonçalves chegará a Baku, no Azerbaijão, para a sua sexta disputa de Campeonato Mundial, uma competição que, para ele, já não chega a ser uma novidade. Um dos atletas mais regulares da Seleção Brasileira, desde 2019 ele está habituado com a pressão que o torneio proporciona. No entanto, para 2026, o atleta espera uma diferença sensível: “Toda luta que eu fizer vai ser uma final”.
A constatação não se dá nem apenas pela motivação de participar do evento, o mais aguardado da temporada, mas sim pela posição em que Iguape chega: segundo colocado no ranking mundial, a poucos pontos do topo, colocação que chegou a ocupar em determinados momentos de 2026.
E isso muda bastante, na avaliação do experiente atleta: “Muda pelo fato de eu não enfrentar alguém bem ranqueado no início da competição. Bem, estarei visado e comigo essa pessoa vai vir ainda mais motivada”, refletiu, antes de pensar melhor. “Aliás, todo mundo vai querer fazer uma decisão contra mim.” Tal fato ingressou na preparação para o Mundial: “Eu viajo com essa consciência, de que os adversários virão mais confiantes”.
Contudo, embora a confiança alheia, os rivais terão um páreo duro contra o brasileiro, que vive uma ótima sequência. “Eu tive um ano muito bom e chego bem preparado e com a cabeça muito boa”, avaliou. Até porque, por estar no circuito há um tempo considerável, ainda que apareçam eventuais novos adversários, a maioria ele já conhece. “Eu já lutei com todo mundo que vai estar lá e ganhei de quase todos. Isso é positivo e fará com que eu chegue muito confiante também.”

É a bagagem da experiência, como ele explica. Afinal, não foi à toque subiu no pódio de competições internacionais em 34 oportunidades na carreira, sendo três neste ano. Os resultados, conforme Leo, vieram a partir de ajustes finos. “Toda competição a gente tem que mudar às vezes um alguma coisa, o que exige treinar técnicas novas, para ir se renovando. Justo porque normalmente encontramos os mesmos adversários, tanto nos torneios, quanto nas competições”, detalhou.
A meta em Baku é coroar uma carreira regular com o que se tornaria um pódio inédito, de Mundial sênior. Para isso, mesmo que os adversários se preparem para verdadeiras decisões contra Leo, a resposta dele foi sendo construída nos treinos. “Vou buscar chegar com um leque grande de técnicas para poder usar na competição.”









