Baku, a capital do Azerbaijão, recebe a partir do próximo domingo o Campeonato Mundial sênior, principal competição da temporada 2026. O judô gaúcho participará do torneio com seis atletas, todos da Sogipa, que tentarão medalhas para o Brasil.
Ao longo desta semana, a Federação Gaúcha de Judô publica uma matéria com cada um dos judocas do estado que atuarão no torneio. Rafael Macedo é o quarto retratado da série. Além dele, os colegas de clube Jéssica Lima, Daniel Cargnin, David Lima, Guilherme Schimidt, Rafael Macedo e Leonardo Gonçalves também lutarão no evento.
Rafael Macedo já tem o que celebrar. Com uma carreira sólida, ele é um dos atletas mais regulares da Seleção Brasileira que disputará o Campeonato Mundial de Baku a partir do próximo domingo. Dono de uma medalha olímpica e, há pouco mais de um ano, pai de família. Não há o que reclamar, mas, sim, o que vislumbrar. Na sua longa coleção de vitórias dentro e fora do tatame, ainda falta um pódio em Mundial sênior.
Apesar de sete tentativas anteriores que acabaram frustradas na competição, Macedo sabe que se deve lutar até o fim – ele foi campeão mundial júnior em 2014, no seu último ano na categoria. Por isso, não há pressão, pelo contrário. O sogipano sabe exatamente como está e com quem vai se deparar. “Eu venho me sentindo muito bem, com uma temporada muito boa. E conheço praticamente todos os atletas”, analisou. “Eu me sinto preparado.”
Entre outras conquistas que vieram ao longo da carreira e fora dela, o Mundial ainda é uma ausência sentida. Porém, a expectativa pelo resultado no torneio é visto não como pressão e sim como meta. “Eu quero muito conquistar essa medalha como uma realização minha, um objetivo meu como atleta”, explica. “Eu fui campeão Mundial Júnior, conquistei medalha nas Olimpíadas, então acredito que uma medalha no Campeonato Mundial sênior encaixaria muito bem para completar meu currículo.”

Em Baku, um dos principais adversários pode ser justamente o colega de clube, Guilherme Schimidt, que alcançou o quinto lugar no ranking mundial com os resultados deste ano, apenas uma posição abaixo de Macedo. Em meio a essa situação peculiar, o judoca garante lidar bem com o que considera um desafio à parte.
“Como atleta, eu gosto muito de desafios. Toda minha carreira, minha trajetória foi feitas por desafios”, contextualizou. “Então, acho que isso é mais um desafio que eu estou enfrentando. Vou dar meu melhor e, se Deus quiser, vou conseguir meu objetivo.”









