“Inteira” como nunca, Jéssica Lima vai ao Mundial focada em resultado inédito

Baku, a capital do Azerbaijão, recebe a partir do próximo domingo o Campeonato Mundial sênior, principal competição da temporada 2026. O judô gaúcho participará do torneio com seis atletas, todos da Sogipa, que tentarão medalhas para o Brasil.

Ao longo desta semana, a Federação Gaúcha de Judô publica uma matéria com cada um dos judocas do estado que atuarão no torneio. A leve Jéssica Lima é a primeira a ocupar o espaço. Além dela, os colegas de clube Daniel Cargnin, David Lima, Guilherme Schimidt, Rafael Macedo e Leonardo Gonçalves também lutarão no evento.


Aos 28 anos, Jéssica irá encarar a sua quarta edição de Mundial sênior. Com uma boa rodagem internacional acumulada em meio ao seu segundo ciclo olímpico, ela já lidou com frustrações e comemorações na carreira. Momentos que serviram para, também, se conhecer melhor – fator que em 2026 ganha um peso especial. Focada e transparecendo paz consigo mesma, a judoca vislumbra um resultado inédito e explica o porquê.

“Pela primeira vez me sinto indo inteira competir no Campeonato Mundial”, revela ela, dona de seis medalhas em Grand Slam e atualmente a número 12 do mundo na categoria 57kg. “Então, acredito que eu vá fazer algo que ainda não fiz.”

Quem a ouve falar, nota que a confiança provém de algum lugar além do tatame ou dos resultados mundo afora. Na verdade, vem de dentro: “A vantagem de ficar mais experiente é justamente entender que tinha que equilibrar uns pratinhos antes”, conta. “Então, ao me conhecer e conhecer o meu corpo, isso foi um processo fundamental”, complementa a atleta, exaltando a importância da saúde mental. “Hoje eu priorizo.”

Jéssica explica que o fim do último ciclo olímpico deixou muitas lições. Ela disputou, mas não conseguiu a classificação aos Jogos de Paris. Ficaram as lições, que a ajudaram amadurecer e os reflexos foram vistos nas competições, apresentando uma regularidade: em cinco Grand Slams entre 2025 e 2026, chegou ao bloco final em todos, com um bronze conquistado.

No mês passado, a sogipana conquistou a medalha de prata no Grand Prix de Lima, acumulando pontos que foram fundamentais à classificação para o Mundial, desafio que agora encara de outra forma. “Terei adversárias fortíssimas, mas sabe aquela frase de que você é seu maior adversário? Então, eu sinto que hoje não tenho essa adversária”, comenta.

“Na verdade, eu até tenho, mas consigo dar a mão para ela e falar, vem comigo agora”, afirma. “Então, eu não sei o que ainda que vou fazer, mas sei que vai ser diferente e algo inédito.”

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