Budapeste mostrou, mais uma vez, que é uma cidade que dá a sorte a judocas do Rio Grande do Sul. Palco de duas finais de Mundial para atletas do estado, neste domingo a capital húngara viu a consagração do sogipano Guilherme Schimidt (90kg), que levou o Brasil ao lugar mais alto do pódio do Grand Slam de Budapeste.
Foi o principal resultado do Brasil na última competição antes da convocação para o Campeonato Mundial. Com 17 representantes no evento, a Seleção fechou o torneio com três medalhas: o ouro de Schmidt, a prata de Kaillany Cardoso (70kg) e o bronze de Sarah Souza (57kg).
O judô gaúcho teve outros quatro judocas no grupo, todos da Sogipa. Rafael Macedo (90kg) chegou a avançar ao bloco final, mas encerrou sua participação em sétimo lugar. Matheus Takaki (60kg), David Lima (81kg) e Leonardo Gonçalves (100kg) pararam ainda nas eliminatórias.
Consolidando uma temporada de grandes resultados, Guilherme Schimidt celebrou o seu primeiro ouro no circuito internacional neste ano. Nas cinco disputas anteriores, ele já tinha subido ao pódio em quatro vezes. Sempre, porém, chegando ao confronto pela medalha.
Mas neste domingo o dia era dele, que iniciou sua campanha diante do norueguês Kornelius Eilertsen e avançou após o adversário receber o terceiro shido e ser desclassificado. Nas oitavas e nas quartas, dois ippons até rápidos – primeiro sobre o egípcio Abdalla Abdelsamea e depois contra Mihail Latisev, da Moldávia.
O confronto mais longo ocorreu na semifinal, diante do bielorusso Yahor Varapayeu. O duelo, muito equilibrado, só foi decidido no Golden score, quando o brasileiro pontuou com yuko. Na decisão, o sogipano esbanjou técnica para aplicar um ippon sobre Boris Rutovic, da Sérvia.

Mais mil pontos
O ouro deste domingo foi o terceiro título de Grand Slam na carreira de Schimidt. Duas dessas vitórias foram em Budapeste – onde ele já havia sido campeão em 2022. Com o resultado, ele soma mais de mil pontos no ranking mundial, o que deve lhe deixar perto da liderança da lista.





