Sensei Robson Prade é promovido a árbitro FIJ B

Em reflexo de uma política de investimentos no judô do Rio Grande do Sul, o diretor de arbitragem da Federação Gaúcha de Judô, Robson Prade, foi promovido a árbitro FIJ B na última semana. Desta forma, o sensei está apto a arbitrar eventos em nível continental.

Prade participou do Seminário Internacional da Federação Internacional de Judô, realizado na África do Sul, com a participação do diretor de arbitragem da entidade internacional, Armen Bagdasarov. Os custos da viagem que possibilitou a participação do professor foram bancados pela FGJ. A graduação alcançada agora é a segunda maior na carreira de um árbitro de judô, atrás apenas de “FIJ A” – necessária para a participação em competições como o Campeonato Mundial e os Jogos Olímpicos.

Além de Prade, outros três brasileiros estiveram na África do Sul, onde, após o seminário, tiveram início as avaliações. O grupo, que também contava com representantes de outros países, também participou do Aberto Africano de Pretória, competição que reuniu atletas de 11 países de quatro continentes diferentes. O evento foi a etapa final da avaliação.

Para o professor, a nova graduação terá reflexos positivos no judô gaúcho. “Estamos nos aproximando cada vez mais de uma arbitragem de nível internacional”, destacou. “Nesta condição, conseguimos preparar melhor nossos atletas, técnicos e conjunto de árbitros, uma vez que o que está sendo aplicado pela FIJ, reproduzimos aqui no estado.”

Além de Prade, o judô gaúcho também conta com o professor Luiz Moraes, atual superintendente de arbitragem da FGJ, no patamar de árbitro FIJ B. Outros cinco árbitros – Alex Klein, Escobar da Silveira, Eliane Pintanel, Fernando Kuse e Ricardo Borges – têm graduação FIJ C.

Presidente da FGJ, Luiz Bayard parabenizou Prade pela promoção. O dirigente ressaltou o apoio da FGJ no processo de graduação e também vê reflexos positivos para a modalidade como um todo no Rio Grande do Sul. “Estamos evoluindo em diversas frentes. Colhemos resultados dentro dos tatames, qualificamos nossa arbitragem e estamos realizando eventos com mais tecnologia. Essas ações interligadas fazem o judô crescer como um todo em nosso estado”, comentou.

Investimento que retorna

Prade confirmou as palavras do presidente e reiterou a ação. “A atual gestão vem investindo no judô como um todo, e isso inclui a arbitragem”, afirmou ele, destacando a importância do auxílio financeiro, por meio de pagamento de inscrições e deslocamentos para exames, a árbitros e candidatos.

“Trata-se de um investimento importante, de alto custo, mas que sabemos que proporciona retorno à toda comunidade do judô gaúcho”, complementou Bayard.

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