Vindo de um excelente resultado em Tóquio-2021, Daniel Cargnin não fez exatamente os Jogos Olímpicos que imaginou em Paris, em 2024. Ainda assim, deixou a capital francesa com sua segunda medalha olímpica no peito, o bronze, conquistado em conjunto com a equipe brasileira.
Para 2025, ele queria mais. Ele sabia que podia mais. E assim o fez, num esforço reconhecido pelo Comitê Olímpico do Brasil, que nesta quinta-feira entregou ao sogipano o troféu de Melhor Atleta de Judô de 2025 no país.
No fim de mais um ano de desafios, o judoca da Sogipa soube comemorar. “Muito feliz em receber esse prêmio e honrado por carregar as cores da nossa bandeira no peito. Vou treinar e me dedicar para seguir em busca dos meus sonhos e elevando cada vez mais o nosso esporte, que é muito vencedor”, postou.

O caminho até o troféu foi trilhado por etapas e pódios. Superando adversidades, agregando resultados, como foi na estreia do ano, no Pan-Americano de Santiago, no mês de abril, quando um detalhe no Golden score acabou custando o título.
Talvez tenha sido uma prata amarga a um atleta competitivo como Cargnin. Mas, mais importante, com aprendizado. Não muito tempo depois, encarou uma das chaves mais numerosas do Mundial e saiu com a medalha de prata, essa com outro sabor – foi a primeira vez que o sogipano havia chegado na decisão do Mundial sênior.
Calhou de ser seu principal resultado na temporada, porém não o último. No segundo semestre, ainda vieram mais dois pódios em três competições – bronze no Grand Slam de Abu Dhabi e ouro no Grand Prix de Lima.
“Foi um ano especial, cheio de desafios”, comenta o técnico da Seleção Brasileira e da Sogipa, Antônio Carlos Pereira, o Kiko. Cargnin chegou ao ano fim de 2025 em quinto lugar no ranking mundial e mais focado que nunca no ciclo olímpico que leva a Los Angeles-2028. “Realmente ele se superou.”
Dentro do tatame, o sensei destacou o amadurecimento do pupilo. “A sua leitura tática foi absurda durante as suas lutas”, observou o treinador, que, ao longo desses anos, já trabalhou com judocas do nível de João Derly, Tiago Camilo, Mayra Aguiar, entre outros.
Da parte de Daniel Cargnin, empenho não faltará, como ele mesmo garantiu: “Nos vemos no ano que vem, na vitória e na derrota, mas dando sempre tudo de mim”.





