Daniel Cargnin e Leonardo Gonçalves conquistam o bronze em Abu Dhabi

Encaminhando-se para o fim da temporada, Daniel Cargnin (73kg) e Leonardo Gonçalves (100kg) mostraram que começaram com tudo o novo ciclo olímpico. A dupla de atletas da Sogipa conquistou a medalha de bronze no Grand Slam de Abu Dhabi, realizado entre sexta-feira e este domingo. Além deles, o Brasil também foi ao pódio para receber um outro bronze, com Rafaela Silva (63kg).

Na próxima semana, a Seleção Brasileira encerra a sua temporada na disputa do Grand Slam. Os judocas da Sogipa que integraram a equipe nos Emirados Árabes, entretanto, voltam para o país – junto com Daniel e Leonardo, Rafael Macedo (90kg) também lutou em Abu Dhabi.

Com a conquista do bronze, cada um dos brasileiros levou 500 pontos a mais no ranking mundial, o que os mantêm entre os principais nomes da categoria.

Daniel Cargnin consegue revanche

No caminho até o pódio, Daniel Cargnin começou vencendo o alemão Alexander Bernd Gabler com o incrível placar de quatro yuko e um ippon. Depois, nas oitavas, levou um waza-ari do cazaque Yesset Kuanov e até conseguiu marcar um yuko, mas jogou bem no volume de entradas e fez com que o adversário fosse punido três vezes e fosse desclassificado. Já nas quartas, Cargnin teve um confronto disputado contra o atleta da casa Makhmadbek Makhmadbekov, marcando um yuko no golden score para ir à semifinal.

Nesta fase, ele começou vencendo o tadjique Muhiddin Asadulloev com um yuko, mas levou a virada com um waza-ari e não conseguiu reverter o placar. Já na disputa pelo bronze, ele teve pela frente o francês Joan-Benjamin Gaba. Antes de Abu Dhabi, eles haviam se enfrentado duas vezes, com uma vitória para cada lado – o revés do gaúcho ocorreu na final do Mundial deste ano.

No entanto, no confronto deste sábado, o sogipano chegou com tudo, primeiro fazendo com que o francês fosse punido por falta de combatividade. Seu característico volume de luta entrou em jogo, até que uma projeção deu certo e o adversário caiu com as costas no chão em waza-ari. Depois, foi só administrar a vantagem até o término do relógio e comemorar o bronze.

“Estou muito feliz. Fiz lutas duras aqui e acredito que todas as competições de nível internacional têm lutas difíceis, mas foi muito bom, porque refiz a final do Mundial contra o Gaba, da França. Acredito que todas as competições são histórias diferentes. Eu entrei muito confiante para a competição e ultimamente venho tentando não medir meu parâmetro só por vitória ou derrota para estar confiante. Eu tenho que confiar em mim mesmo e eu vou confiar em todas as competições que eu entrar. Vou sair de cabeça erguida, independente de ganhar ou perder”, disse Daniel, que encerrou 2025 com quatro medalhas em cinco competições internacionais.

Leo alcança a sexta medalha em 2025

A trajetória de Léo até o pódio começou com uma vitória por ippon sobre o eslováquio Benjamin Mataseje. Depois, nas quartas, ele teve revés por waza-ari contra o húngaro Zsombor Veg, mas, na repescagem, voltou a vencer e conseguiu uma chave-de-braço no tadjique Dhzakkhongir Madzhidov.

Na luta pelo bronze, Léo enfrentou o honlandês Simeon Catharina, adversário que tinha um histórico negativo de três derrotas e uma vitória. Mas, vindo de um ótimo ano, o brasileiro não deu chances, sendo mais ativos nas técnicas, conseguindo um yuko e logo depois revertendo uma entrada de Catharina para marcar o ippon e sair com a medalha.

“Foi uma competição muito dura, com vários atletas top dez no ranking. Então, foi muito importante essa medalha para me manter entre os cinco do mundo e terminar o ano muito bem. A meta é começar o ano que vem bem, que é um ano muito importante porque começa a contar pontos para o ranking olímpico”, disse Léo, tão logo recebeu sua sexta medalha na temporada.

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