O gaúcho Daniel Cargnin mostrou eu é um dos grandes nomes de sua geração. Três anos depois de conquistar a medalha de bronze, ele voltou ao pódio do Mundial, desta vez para assegurar a prata, nesta terça-feira, em Budapeste, na Hungria. Duas décadas após João Derly abrir o caminho, Cargnin faturou o 14º pódio da Sogipa e do judô gaúcho no Mundial.
Foi uma campanha e tanto. Cargnin foi para o tatame em seis oportunidades. No caminho até a final, venceu o alemão Igor Wandtke, superou Jahja Nurkovic, de Montenegro, e Akil Gjakova, do Kosovo, que havia sido seu algoz nos Jogos Olímpicos de Paris.
Depois, venceu o japonês Tatsuki Ishihara nas quartas de final. Na semi, o brasileiro bateu Bajsangur Bagajev, da Sérvia, até a decisão contra o francês Joan-Benjamin Gaba. O duelo decisivo se arrastou até o Golden score, quando por pouco o gaúcho não pontuou. Em seguida, o judoca da França conseguiu encaixar a técnica que lhe garantiu o título.
A prata, contudo, não abafou a grande campanha de Cargnin, que também é dono de duas medalhas olímpicas na carreira. “Estou muito feliz com a minha caminhada desde o último ciclo olímpico. Claro que eu queria conquistar o ouro, mas hoje não deu. Agora, é me concentrar para ajudar o Brasil na competição por equipes”, afirmou o atleta da Sogipa, logo após receber a medalha.

O Mundial segue para os sogipanos nesta terça-feira, quando Rafael Macedo (90kg) entra no tatame. No dia seguinte, é a vez do meio-pesado Leonardo Gonçalves (100kg) tentar uma medalha. No encerramento da competição, Jéssica Lima busca ajudar o Brasil na disputa pelo pódio por equipes mistas.
Duas medalhas no mesmo dia
O resultado de Daniel Cargnin foi o melhor do Brasil até aqui na competição, que teve início na última sexta. Neste domingo, além da prata do gaúcho, o Brasil foi ao pódio com Shirlei Nascimento (57kg), que levou o bronze.





